Apresentação

I Semana Acadêmica de Museologia

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Confira o projeto da I Semana Acadêmica de Museologia – UFSC

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O tema da I Semana Acadêmica de Museologia é “Museu, Museologia e Patrimônio em Ação”, visando dar continuidade e aprofundar os debates travados durante a Mesa Redonda “Estatuto do Patrimônio e o Dever de Proteger e Preservar: políticas estatais e protagonismos sociais”, na VIII Semana de Integração do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina.

A I Semana Acadêmica de Museologia tem por objetivo abrir um campo de diálogos onde é possível debater acerca do museu e a museologia como instrumentos de transformação tendo em vista a necessidade de uma revisão crítica da função do museu voltada para a realidade local. Transformação esta do território em seu sentindo mais amplo, do patrimônio, da memória, da cidadania simbólica e dos mais diversos dispositivos e agentes atuantes no campo social.

Na concepção contemporânea das dinâmicas museais, percebe-se a fragilidade das fronteiras entre tempo e espaço. Em meio aos intercâmbios de fenômenos socioculturais, a construção da territorialidade – em suas ambivalências e paradoxos, e desalinhada em relação aos processos estáticos e homogêneos – permite a demarcação, organização, (des)colonização das relações entre memória e poder. Territorialidade é zona de contato[1].

Na vida social contemporânea, o patrimônio – que assume um espectro de formas – é passível de ser produzido e de produzir novas narrativas que surgem com potência criativa de vida. São campos híbridos de relações (inter)subjetivas e objetivas. A museodiversidade pressupõe atentar-se para a pluralidade dos museus, suas funções, e as linhas de ação que neles interagem. Entre veredas de tensão e criatividade, a relação entre os atores sociais e o espaço no qual se inserem, ganha novos contornos a partir das dinâmicas de (re)produção do patrimônio.

O desenvolvimento local é fruto do engajamento voluntário dos atores sociais com as dinâmicas do território, do patrimônio, da memória, e dos modos de vida da população. Em consonância com o funcionamento orgânico das relações sociais, “[…] em todo fenômeno de crescimento, há a transformação do material disponível: destruição, modificação da estrutura ou da forma, aparição de novos objetos, criação de energia… A natureza e cultura são vivas, enquanto pertencem a uma população da qual constituem o patrimônio”[2]. Dessa maneira, o desenvolvimento, enquanto domínio da mudança – seja ela cultural, social, política ou econômica – é real e sustentável, quando integrante da relação entre o patrimônio e a comunidade, produto e gestor do mesmo.

Museu, Museologia e Patrimônio em Ação” é interpretação, ressignificação, relação, participação, transformação, mediação, multiplicação, integração, imaginação.

JUSTIFICATIVA

Entidade de representação das/os estudantes do Curso de Graduação em Museologia do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o Centro Acadêmico Livre de Museologia (CAMUS) foi formado em 2013 pela gestão Nova Musa (2013 – 2014). O CAMUS, um espaço compartilhado de discussões, reivindicações e construções, busca promover, por meio de uma série de ações, diálogos e reflexões em torno de questões da realidade política e social das/os estudantes de cada curso.

Atentando-se para a importância de uma formação acadêmica crítica, a I Semana Acadêmica de Museologia se constitui em um espaço alternativo de formação construído coletivamente pelo corpo discente do curso, a fim de levantar questões fundamentais que instiguem as/os estudantes a se posicionarem como seres e agentes sociais de transformação – tanto do âmbito acadêmico quanto da sociedade em geral.

A construção deste espaço é imprescindível para nutrir o entendimento de que a formação acadêmica também se dá em espaços para além da sala de aula. Afastando-se da estrutura disciplinar, muitas vezes impostas na educação formal, objetiva-se aqui, com a realização da I SAM, proporcionar momentos de vivência que estimulem a produção e a partilha de saberes teóricos e práticos, e que também viabilizem e estimulem reflexões acerca do papel da/o estudante de Museologia dentro e fora da universidade, bem como do papel da/o museóloga/o e a importância deste em seu campo de atuação.


[1] CLIFFORD, James. Museums as Contact Zones. In: Routes: Travel and Translation in the Late Twentieth Century. Cambridge: Harvard University Press, 1999. p. 188-219.

[2] VARINE, Hugues de. As Raizes do Futuro: o patrimônio a serviço do desenvolvimento local. Porto Alegre: Medianiz, 2012. p.18 – 19.

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